Versão portuguesa em baixo.

These days, our lives have been reduced to the walls in our homes. Suddenly what kept us safe from the outside world also keeps us safe from an invisible enemy and more than ever our homes became our castles. Our front doors are a frontier to the unknown.

We do not know when and how it will end. We look at numbers and death projections every day and yet it slowly dawns on us that the worst might not be the virus itself but the crisis that looms. Jobs being lost, companies and stores having to be shut down permanently, families torn apart.

There are too many wrongs in this whole thing. From the people that still think this is just a flu of sorts and insist on going about their lives, and actively contributing to the spreading of the disease; to the thousand and thousand of healthcare workers risking their lives; and to everyone that, in one way or the other have to be away from their families and loved ones just because the world must not come to a full stop. This is the virus. But there’s so much more.

Doors shutting. Businesses lost. Unemployment. The loss of touch. Our humanity stripped away. We became the very same dystopia we once saw in movies. What will come out of this? More than economies, what countries will collapse? Who’s going to rule the world? Forget bC and aC, history books will write about events bCov and aCov (before Covid19 and after Covid19). The world is fully being transformed into something completely different, completely new, and completely still unknown. And we are still only at the end of the first trimester.

There is hope. For some at least. We see populations defending themselves regardless of what political stupidity tries to enforce in some countries. We see businesses trying to help instead of profit. We see people putting the interest of others in front of their own. There is still Humanity with capital H in many of us. But we have a long fight ahead. Not only against the virus but also against the World Order. Those who rule in the shadows who manipulate governments and economies; those who profit from wars and death; those who – regardless of conspiracy – really consider the world to be their own. I still believe we’ll pull through.

As for me, I am part of a couple or risk groups. I had pneumonia last year, I have diabetes and I had heart surgery some years ago and have high blood pressure. Having said that, I am working from home since early March. I miss going out. Just to walk by the sea. Or dining out, having a beer with friends. But what I miss the most is to see my daughters. I miss them too much really. And my whole family. Curious how things are put in perspective from one day to the next. As what we consider to be major topics of discussion and separation no longer makes sense. Even with technology, it is not the same. We humans have a need for what is called the human touch. Although not exclusive to us, it is one of the most important things that we have. The benefits of touch. Warmth, safety, love, friendship, lust, strength, comfort. Everything can be transmitted with touch. And we do it (want to) all the time. The question is: when can we embrace humanity again?


Atualmente, as nossas vidas foram reduzidas às paredes de nossas casas. De repente, o que nos manteve a salvo do mundo exterior também nos mantém a salvo de um inimigo invisível e, mais do que nunca, os nossos lares tornaram-se nos nossos castelos. As portas da frente são uma fronteira para o desconhecido.

Não sabemos quando e como terminará. Observamos números e projeções de morte todos os dias e, no entanto, lentamente aperfcebemo-nos que o pior pode não ser o próprio vírus, mas a crise que se aproxima. Empregos perdidos, empresas e lojas a fechar de forma permanente, famílias destroçadas.

Há muita coisa errada nisto tudo. Das pessoas que ainda pensam que isso é apenas uma espécie de gripe e insistem em seguir nas suas vidas e assim contribuem ativamente para a disseminação da doença; aos milhares e milhares de trabalhadores de saúde que arriscam as suas vidas; e a todos que, de uma maneira ou de outra, precisam ficar longe das suas famílias e entes queridos, apenas porque o mundo não pode parar completamente. Este é o vírus. Mas, há ainda muito mais.

Portas fechando. Negócios perdidos. Desemprego. A perda do toque. A nossa humanidade despojada. Nós tornámo-nos na mesma distopia que viamos nos filmes. O que vai sair daqui? Mais do que economias, que países entrarão em colapso? Quem vai governar o mundo? Esqueçam aC e dC, os livros de história escreverão sobre os eventos aCov e dCov (antes de Covid19 e depois de Covid19). O mundo está a transformar-se totalmente em algo completamente diferente, completamente novo e ainda completamente desconhecido. E ainda estamos apenas no final do primeiro trimestre.

Mas há esperança. Pelo menos para alguns. Vemos populações que se defendem independentemente do que a estupidez política tenta impor em alguns países. Vemos empresas tentando ajudar em vez de lucrar. Vemos pessoas colocando o interesse dos outros à frente dos seus. Ainda há Humanidade com H maiúsculo em muitos de nós. Mas temos uma longa luta pela frente. Não apenas contra o vírus, mas também contra a chamada Ordem Mundial. Aqueles que governam nas sombras e que manipulam governos e economias; aqueles que lucram com a guerra e a morte; aqueles que – independentemente da conspiração – realmente consideram o mundo como seu. Ainda assim, eu ainda acredito que vamos conseguir.

Quanto a mim, faço parte de alguns grupos de risco. Tive pneumonia no ano passado, tenho diabetes e fiz uma cirurgia cardíaca há alguns anos, e tenho pressão alta. Dito isto, estou a trabalhar de casa desde o início de Março. Sinto falta de sair. Apenas para caminhar à beira-mar. Ou jantar fora, beber uma cerveja com os amigos. Mas o que mais sinto falta é ver minhas filhas. Sinto muita falta delas. E de toda a minha família, mesmo aquela que convivo pouco. Curioso como as coisas nos são colocadas em perspectiva de um dia para o outro. Como o que consideramos serem grandes temas de discussão e separação deixam de fazer sentido. Mesmo com a tecnologia, não é a mesma coisa. Nós, humanos, precisamos do que chamamos de toque humano. Embora não seja exclusivo para nós, é uma das coisas mais importantes que temos. Os benefícios do toque. Calor, segurança, amor, amizade, luxúria, força, conforto. Tudo pode ser transmitido com toque. E fazemos isso (queremos fazê-lo) constantement. A questão é: quando poderemos abraçar a nossa humanidade novamente?